O Verdadeiro Problema da Religião

Observe de forma racional como a religião afeta a pessoa que se envolve com ela:

A proposta de qualquer igreja deveria ser, em tese, aproximar os seus participantes do Deus Único.  

Aqui cabe uma ressalva importante: não considere por “Deus Único” uma expressão de origem religiosa no sentido negativo da palavra, mas sim, entenda que durante o desenvolvimento intelectual da humanidade já existiram crenças politeístas (que cultuavam muitos deuses, incluindo astros e animais, além de estátuas e seres inventados pela própria imaginação humana), assim como existiram religiões que acreditam (e acreditam) no Deus que é exclusivo e que reivindicou diversas vezes esse título de forma pontual e direta com os seus seguidores. As mais antigas religiões monoteístas do mundo (Cristianismo, Islamismo e Judaísmo*) sempre creram e se comunicaram com um único Deus Único e o fator mais importante dessa relação é que esse Deus afirmara por diversas vezes que Ele, de fato, era o único Deus existente e que os demais deuses eram apenas alucinações humanas e a necessidade de criar esses outros deuses é justamente a distância que esses grupos de seres humanos mantinham na convivência com o Deus Verdadeiro.

Sobre a existência de outros seres que se apresentavam como deuses falaremos mais à frente.

Pelo fato do Deus de Abraão, Isaque e Israel, pai de Jesus de Nazaré, o Cristo, ter se manifestado diversas vezes aos seus seguidores e ter afirmado com veemência que não existem outros deuses a não ser Ele próprio, descartamos a possibilidade de religiões como o hinduísmo serem detentoras da verdade, por mais antigas que sejam.

Não bastasse a Sua manifestação clara da inexistência de outros deuses, o Deus de Abraão deu início a uma história de restauração da humanidade através do povo hebreu que teve origem em Abraão, Isaque e Jacó (ou Israel) e os três livros sagrados foram criados com base nessa mesma história, que culminou, posteriormente, nas religiões judaica, islâmica e cristã, respectivamente com a Torá, o Alcorão e a Bíblia Cristã.

Além disso, o fato de esses livros sagrados terem rompido a barreira do tempo e se mantido como símbolos e norte para essas três grandes religiões, reforça a autenticidade da existência desse Deus Único e seu plano para aqueles que O buscarem no plano individual, desde que haja nessa pessoa a sinceridade absoluta quanto ao desejo de vivenciar as coisas positivas que Ele se propõe a fazer àqueles que O fazem.

Encerrada essa grande ressalva para deixar claro que a expressão Deus Único não faz parte trejeitos e expressões religiosas, voltemos ao ponto principal que é o que acontece quando um ser humano busca as respostas em uma religião.

A religião, em tese, deveria aproximar os seus seguidores do Deus que lhes concede alívio para as suas dores, de forma concreta, além de lhes dar benefícios espirituais específicos, no plano individual, de modo que a vida das pessoas seja, passo a passo, transformada em coisas positivas, iniciando pela mudança de personalidade, ou seja, o desenvolvimento constante de virtudes e superações que resultam em qualidade de vida, em todos os sentidos como reflexo dessa nova relação com Deus.

Na prática, uma religião é a interpretação do seu livro sagrado através da inspiração que seu líder e/ou fundador recebe, seja esta autêntica ou não.

O problema dessa realidade é que o principal papel das igrejas, que deveria estar alicerçado no incentivo aos seus fieis em BUSCAR UMA RELAÇÃO COM O DEUS ÚNICO por conta própria e obter as virtudes como resultado desse relacionamento, passa a ser apenas repassar as “verdades” que o fundador/líder descobre com base no seu próprio relacionamento com Deus.

Essas “verdades” são, de fato, fundamentadas pelo seu livro sagrado, porém a abertura que se tem pelas diversas interpretações que podem ser dadas às verdades contidas nesses livros abre margem para disseminação de verdades distorcidas que acabam induzindo os seguidores ao erro e ao distanciamento do Deus Único.

Perceba, de forma racional, o erro que se tem, em especial nas igrejas cristãs, seja a católica ou a evangélica, que são as protagonistas da religiosidade em nosso país:

A descoberta do Sentido da Vida de cada ser humano na Terra –  em especial o seu, pois não foi por coincidência que você chegou a essa material, já que ele é tão restrito e desprovido da “embalagem” da religião ou do posicionamento ideológico – lhe é entregue quando ele começa um relacionamento pessoal e íntimo com o Deus vivo. O papal das igrejas deveria ser ensinar e incentivar essa caminhada, pois esse relacionamento só é estabelecido após um primeiro contato com Ele e esse primeiro contato só é possível depois que o ser humano atinge um determinado nível de humildade de espírito e sinceridade. Porém o que se vê na prática são as religiões conduzindo as pessoas a se afastarem desse primeiro contato, afinal o que lhes é apresentado é um conjunto de regras e verdade que o líder/fundador da religião descobriu e estabeleceu e a isso a religião dá o nome de doutrina.

Se você ler um (ou os quatro) Evangelhos, sem o olhar religioso, mas apenas com a curiosidade que seu espírito despertou em você para chegar até aqui, você verá claramente que Jesus, o filho do Deus Único, lutou sua vida pública inteira contra a religião.

Ele condenava o judaísmo justamente por causa da importância que este dava para as tradições, costumes e sacramentos – ainda que essa expressão não fosse utilizada naquela época – em detrimento do relacionamento individual com Deus que cada um deveria buscar para si.

Quando digo “relacionamento individual” não significa que a pessoa não deva ou não possa se reunir com outras pessoas que desejam o mesmo, ao contrário, a ideia de igreja é  comunidade, de forma que não há nada de negativo em as pessoas que têm o mesmo objetivo, se reunirem para buscar se aproximarem dEle, ainda que essa aproximação se dê de forma individual.

Com essa nova visão da religião, você entende que aquilo que fora Criado por Deus e reforçado por Jesus, acabou por perder seu principal sentido e passou mais a prejudicar o ser humano do que ajudá-lo.

Ainda assim, boa parte dos seres humanos precisam frequentar alguma religião, e por mais contraditório que isso pareça, fará sentido se você mantiver seu coração aberto para aprender o que é novo e diferente e pode te libertar do que tem te feito mal até aqui, de forma definitiva.

OS NÍVEIS ESPIRITUAIS DE CADA PESSOA

ou

O BENEFÍCIO DE ALGUMAS RELIGIÕES

 Da mesma forma que você atingiu um certo nível de consciência de que a vida como se apresenta pra você não lhe traz mais significado e seu espírito está clamando por algo mais, maior, que lhe norteie das verdades espirituais (não religiosas) e com isso você encontre a Verdadeiro Sentido da Sua Vida,  ainda existem outras pessoas que estão em nível menos evoluído espiritualmente e, do mesmo modo querem se aproximar mais de Deus, porém ainda não estão preparados – ou estão impedidos – de chegarem a Ele de forma tão intensa e radical como a sua.

Sobre os que estão “impedidos” de se aproximarem de Deus vamos falar mais à frente, porém nesse estágio é importante pra você se apropriar do entendimento da necessidade da existência de algumas religiões, apesar de seu lado negativo.

Cada ser humano sobre a Terra posui um conjunto de características que o tornam único. Vamos afastar desse entendimento o que a autoajuda prega à sociedade sobre o valor da vida de cada um pelo simples fato de ele ser único em suas características. Importante aqui é entendermos que essa autenticidade que cada pessoa possui, por mais específica que seja, não a deixa livre de pertencer a um determinado grupo, dado as semelhanças das suas características com as de outras pessoas.

Nesse conjunto de características prevalece as boas ou as ruins. Esse fato faz com que cada grupo esteja intrinsecamente classificado numa escala de valores no sentido de a pessoa pertencer a um grupo mais privilegiado ou menos privilegiado.

Por mais que sua natureza, leitor, lute contra o fato de que somos todos diferentes e que essa diferenças nos tornam melhores e piores, a grande verdade é que até entre os animais e vegetais existe essa escala de valores. Quanto mais características positivas um ser humano possui, maior o nível que ele ocupa na escala de valores. O inverso segue a mesma lei: quanto menos características positivas, menor seu grau de evolução.

O importante aqui é não confundir quais as verdadeiras características que devem ser levadas em consideração para o entendimento justo de qual posição cada pessoa (ou grupo) está ocupando nessa escala existencial.

Esses critérios não foram criados por mente humano, mas o próprio processo espontâneo da evolução espiritual da sociedade precisa ser considerado.

Cada um de nós pertence à uma categoria na escala espiritual e a evolução para graus mais elevados dessa escala depende exclusivamente do nosso interesse e dedicação às coisas espirituais, não religiosas.As pessoas que têm interesse em criar e manter um relacionamento com Deus e buscam na estabelecer isso na religião estão num grau superior àquelas que simplesmente querem viver a vida centrando sua existência nos prazeres físicos, porém estão num grau inferior àquelas pessoas que não se satisfazem com doutrinas.

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